Filmes porno hard-core

Estava eu a consultar o cartaz dos cinemas, num qualquer jornal diário, quando me deparo com a seguinte informação:

Lisboa – Cine Paraíso
FILMES PORNO HARD-CORE

“A sério?! – Pensei eu – Que diacho! Quer então dizer que ainda não é hoje que lá passam o Vale Abraão, do mestre Manoel de Oliveira…”

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A razão para nos estarmos a safar bem no Euro…

…vem na edição de ontem do 24 Horas!

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Vamos a Fátima!

Não me considero uma pessoa particularmente religiosa. Não vou à Igreja, não rezo e, no fundo, nem sequer tenho uma religião. Mas isso não quer dizer que seja incapaz de apreciar ou de me comover com o fenómeno religioso e respectivos fiéis!
Seria uma pena fechar os olhos a toda esta riqueza quando vivo num país como Portugal. Tenho para mim que, em termos de religião, estamos lá no topo com os melhores. E, sem querer discriminar outros bonitos e importantes eventos religiosos, tenho de fazer referência a Nossa Senhora de Fátima e a todos os seus devotos. É uma coisa digna de ser ver: todos os anos (e mais do que uma vez por ano!) os peregrinos, pela berma da estrada, orgulhosos nas suas t-shirts da Nossa Senhora, imperturbáveis no seu objectivo de alcançar o Santuário a tempo da homilia… Os peregrinos de Fátima são os melhores do mundo! Acredito que se os peregrinos de Fátima se envolvessem numa luta de rua com, por exemplo, os peregrinos de Santiago de Compostela, estes haveriam de ficar arrumados em três tempos…

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Simbologia gastronómica

O reino da gastronomia pode ser abordado de diversas formas. É lamentável que a generalidade das pessoas limite a sua abordagem à comida a um olhar simplista e redutor. Na maior parte das vezes, não vão além do nível primário de reflexão, onde o que pesa são considerações exclusivamente ligadas ao palato dos alimentos que se oferecem à degustação. Mais raramente, mas ainda com alguma frequência, são ponderados os efeitos psico-somáticos da putativa refeição: equaciona-se, por exemplo, a possibilidade do repasto vir a causar alguma sintomatologia indesejada de prurido ou ardor no tracto gastrointestinal (ou, como o rústico povo diz, o “cair mal” ou “fazer uma azia do caraças!”), ou a possibilidade de o prato e o seu respectivo acompanhamento poderem vir a causar sonolência (aquilo a que o povo, no seu infinitamente colorido discurso, chama de “dar a moleza” ou, no caso do vinho, “amarinhar que é uma coisa doida”), inviabilizando a recta execução das actividades programadas para o período pós-refeição (como caçadas ou torneios de bridge…).

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Era um Prince Albert, fáchavor!

Estou um bocado desiludido com esta conversa dos piercings… Este é o tipo de coisa que deixa o governo malvisto. Apresentam uma proposta arrojada, que seria considerada corajosa mesmo no tempo do Estado Novo, e depois voltam atrás e dão o dito pelo não dito… Assim não, Sr. Engenheiro! Olhe que já não falta assim tanto para as eleições. Vamos lá a por ordem nisso, sim? Se as coisas continuam desta maneira, qualquer dia um funcionário público diz uma piadola qualquer sobre o Sr. Engenheiro e… não lhe acontece nada!

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Cartazes e TVI

A TVI celebrou 15 anos, há alguns dias atrás. Isto foi um evento de tão grandes proporções e tão pleno de interesse, que só por manifesta má vontade e inveja é que os outros canais não lhe deram a devida cobertura. Isto não é bonito, caros senhores da RTP e SIC! Vamos lá ver se, para o ano, prestam mais atenção a este evento tão importante para os portugueses e portuguesas.

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Uma História mal contada

Nota-se, na opinião pública, um avivar do interesse sobre os últimos tempos da Monarquia em Portugal, agora que passam cem anos sobre o regicídio de D. Carlos. Têm-se dedicado ao assunto séries televisivas, conferências e artigos de jornais. Por todo o lado, discutem-se as várias teorias que levaram a este episódio. Fala-se da crise do Ultimato Inglês, fala-se do sentimento republicano emergente em alguns sectores da sociedade, fala-se em conspirações mais ou menos obscuras entre membros da Maçonaria e da Carbonária…

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Uma carta de desamor

Cara Bárbara,

Quando leres esta carta, já eu estarei longe. Peço-te que não me procures. Isso só traria mais dor. A ti e, muito especialmente, a mim.

A verdade é que a nossa relação já estava, há muito, moribunda. Temos de ter a força (e eu sei que tu tens força!) de romper com este jogo de ilusões, e de encarar a situação tal como ela é.

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Sinistralidade carnavalesco-rodoviária

Portugal é um país de tradições que as suas gentes não renegam recuperar quando lhes parece apropriado. Pelo que me toca, fico satisfeito ao ver esta reverência à História e aos costumes do nosso povo. Neste fim-de-semana (prolongado, para alguns) de Carnaval, tive a oportunidade de assistir à recuperação daquela que será uma das nossas mais antigas e mais perenes tradições. Refiro-me à bonita tradição de qualquer período festivo que se preze ter que ter um anormal número de acidentes de viação.

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Tigres Azambujenses

Os tigres, para além de animais ferozes com garras afiadas, são também exímios mestres na arte da fuga. Não é qualquer cadeadito comprado numa loja de chineses que consegue segurar bicharada desta espécie.

Por estas e por outras é que hoje, na Azambuja, andam à solta dois tigres foragidos do Circo Chen. Ao princípio anda se pensou que eles tinham saído só para esticar as pernas, mas as horas foram passando e os grandes felinos teimaram em não voltar (um dos principais defeitos dos tigres é o de serem francamente abusadores). Foi nesta altura que se decidiu chamar a GNR para tratar do caso. A GNR, como se sabe, é uma força policial altamente habilitada para lidar com animais selvagens.

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ASAE-DGS

Mendes Bota, líder do PSD Algarve, fez equivaler, há dias, a ASAE à PIDE.

Há por aí gente maldosa a dizer que isto mais não é do que um vergonhoso aproveitamento político (exagerado e populista, como convém) de Mendes Bota à custa da presença que estas duas instituições têm no imaginário colectivo… Mas eu não! Há quem ache que Mendes Bota foi longe demais, eu acho que não foi tão longe como devia.

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A actualidade, hoje II

De acordo com esta notícia, foram apreendidas na Alfândega do Aeroporto de Lisboa várias caixas de bolachas que, por debaixo da cobertura de chocolate, eram feitas de pasta de cocaína.

O que fez as autoridades desconfiar foi o preço a que cada pacote de bolachas estava marcado: a de 10.000 € por embalagem, nem no Club del Gourmet…

A actualidade, hoje

Vítor Jorge, um português de 57 anos a viver em França, tentou suicidar-se esta semana pela décima vez (e, pela décima vez, falhou). Vítor Jorge, também conhecido por “Mata-Sete”, é considerado o “maior assassino português” por ter posto fim à vida de sete pessoas na praia de Osso da Baleia, no já distante ano de 1987.

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O outro lado do terrorismo

Como o outro dizquedisseiro, André Toscano, notou no post anterior (vá lá lê-lo, que o pessoal não anda para aqui a escrever para ser ignorado!), um volume suspeito levou ao fecho da estação de Metropolitano de Telheiras, lançando o histerismo em boa parte da população lisboeta (uns quantos porque estavam com medo dos diabólicos terroristas, e os outros porque queriam ir para os locais de emprego e não podiam).

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Humor de casa-de-banho IV

Umas empresas de comércio de águas engarrafadas lembraram-se, há tempos, de lançar uns produtos novos no mercado que prometem (ou, pelo menos, suponho que fosse essa a ideia) revolucioná-lo.
De uma forma geral, a coisa funciona assim: pegam na água que sai da nascente, juntam-lhe uns sabores e umas fibras, e metem-na dentro de uma garrafa com um rótulo a chamar a atenção para os benefícios, “cientificamente comprovados”, dessas mesmas fibras. Parece que são boas para fazer o intestino trabalhar.

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Desporto de tasca

A vida dos jornais diários desportivos (sim, eu considero os jornais diários desportivos entidades viventes) não deve ser fácil. A concorrência é muita, e não há assim tantas notícias desportivas, fresquinhas todos os dias.
Por isso é que, de vez em quando, estes jornais decidem oferecer uns brindes durante algumas edições. O consumidor incauto deixa-se enlear pelas superiores qualidades da oferenda e, dia após dia, lá vai comprando o jornal. Quando dá por ela, já está viciado, já precisa todas as manhãs da sua dose de notícias sobre bola.

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Os ressabiados

Antes de mais, é preciso dizer que eu também não vou muito à bola com a nova rede de telecomunicações móveis, Phone-ix. Sim, é por causa do nome.

Não tem a ver com algum tipo de puritanismo, ou coisa que o valha. Tem a ver, isso sim, com o meu desprezo por uma tendência irritante que, cada vez mais, se faz sentir no mundo empresarial: a mania de tornar tudo jovem e moderno.

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Led Zeppelin – a sondagem

O que acha da reunião dos Led Zeppelin?

taxistaManuel Mil-Regos, 50 anos, taxista.

O que eu acho que se devia fazer, era juntar a gente toda que gosta dessa barulheira, e dar-lhes um banhinho de óleo a ferver…

Ou então, matá-los!

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ervanariaGustavo Palmeiras, 32 anos, gerente de ervanária.

Está a brincar?! O regresso do Grande Mestre das Artes Ocultas, o Sr. Jimmy Page! Então não?! Até tenho andado para realizar um ritual satânico para celebrar isto e tudo! “Oh, my sweet Satan…”
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joaquinadasdoresMaria Joaquina das Dores, 65 anos, aposentada.

Estou muito entusiasmada! Os seventies foram os melhores anos da minha vida! Quando eu costumava conviver com os músicos nos camarins… Mal posso esperar! Enfim, há certas loucuras que já não se podem fazer, por causa da minha anca, que anda toda apanhadinha…
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fabioFábio Nunes, 17 anos, estudante e sacristão.

Quem são esses? Ah, já sei! Fizeram uma música para o P. Diddy há bué anos! Ya, bué old-school, mesmo! “Tã-rã-rã… Yo! Come with me!” ‘Dass, era um puto quando fui ver o Godzilla ao cinema… Ganda filme!
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Downsizing? Ou Upsizing? - pt. 3

Se o leitor chegou aqui ao site após uma ausência de alguns dias (ou mesmo pela primeira vez), e se lançou logo na leitura deste post que nem um lambão, fique a saber que fez mal! E não digo isto por achar que o leitor poderia estar a empregar o seu tempo de uma melhor maneira; digo-o porque neste post está A AGUARDADA CONCLUSÃO DA ODISSEIA DE ANTÓNIO AMÂNCIO!
Aconselha-se, pois, a leitura dos dois primeiros pedaços de história. Vá lá, o primeiro está aqui, e o outro aqui.

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Downsizing? Ou Upsizing? - pt. 2

Sim! É a fabulosa Parte II.ª da história de António Amâncio! Esperar-se-ia, aqui, uma sinópse dos acontecimentos da Parte I.ª. Mas como seria possível resumir a montanha-russa de emoções, o caleidoscópio de sabores, o delírio de acontecimentos, que foi o Tomo 1? Pois, não seria… Por isso, o melhor que tem a fazer é mesmo ir lá ler o texto. Vá, eu chego-me à frente com o link aqui.

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Downsizing? Ou Upsizing? - pt. 1

O relógio-de-ponto marcava 8:24 quando António Amâncio lhe passou o cartão. Agora, que tinha sobrevivido a mais uma jornada automobilizada desde os subúrbios (onde tinha um T2 razoavelmente confortável) até ao centro empresarial da cidade (onde ficava o belíssimo escritório, de design moderno, onde estava empregado), era tempo de se entregar ao trabalho.

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Como se evita um incidente diplomático?

Uma das notícias de eleição nos últimos tempos, tem sido a visita ao nosso país, no âmbito da Cimeira UE-África, do presidente da Líbia Muammar Kadhafi e, em particular, a questão do homem ser um campista fanático.

Muito se tem falado, nos órgãos de comunicação social, da sua faustosa tenda montada no Forte de S. Julião da Barra. Mas o que pouca gente sabe é que a opção pelo Forte de S. Julião da Barra mais não foi do que uma solução de recurso. O plano original nunca passou por instalar Kadhafi neste local. Mas também nunca foi, apesar dos jornais assim o terem ventilado, a de o hospedar num Hotel.
A ideia inicial sempre foi a de instalar a tenda de Kadhafi no Parque de Campismo do Monsanto.

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Quem é Sérgio Santos?

A resposta mais imediata será esta: “é um indivíduo que deixou um comentário no post anterior”.
Mas, haverá algo mais nesta personagem que dá pelo nome de Sérgio Santos? Naturalmente, deve de haver. Para começar, parece que há “miúdos” metidos ao barulho.
E mais? Haverá mais? Talvez… O comentário não é elucidativo. O trágico é que Sérgio Santos abre uma janela para a sua vida e, quando nós queremos ver mais, eis que ele nos manda com o estore na mona, deixando-nos meio azamboados, e sem outra alternativa senão a de recorrer à nossa imaginação.

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Muito bem, Portugal!

Nós, aqui no DQD, já adoptamos, no passado (uma ou outra vez), uma atitude crítica face à realidade socio-política do nosso país. Isso é tudo muito bonito: nós dizemos mal do governo e da economia, vocês riem-se um bocado e ainda ficam a pensar “que diabo, estes tipos andam informados sobre a actualidade”. Mas eu sou pessoa de, quando é preciso, dizer bem das coisas! E hoje, saiu uma notícia que, ao invés de nos deixar deprimidos com as deploráveis condições com que temos de encarar a vida neste Portugal, deve deixar-nos orgulhosos!

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Parque Mayer

Há uns dias, tive a oportunidade de realizar um sonho antigo: ver uma encenação do Spamalot!

Não foi no Parque Mayer. Isso foi só um nome que arranjei para o post.

Ora, assistir ao Spamalot (um musical escrito pelo Monty Python Eric Idle, e baseado no primeiro filme da ensemble cómica – link aqui) é uma experiência que eu recomendo com entusiasmo! É um espectáculo que tem… o meu Selo de Aprovação.

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O Quarto Segredo de Fátima

O secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, Monsenhor Angelo Amato, anunciou que não haverá um quarto segredo de Fátima (notícia aqui).

Embora seja lamentável assistir ao fim de uma série que, ao longo dos anos, conseguiu cativar a imaginação e o coração de milhões, não se pode dizer que esta decisão seja surpreendente.

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Music business

As editoras de música têm um trabalho lixado. Com tantos discos que são lançados, todos os dias, é muito fácil que o investimento feito num determinado artista vá, rapidamente, pelo cano abaixo.
Todos os estratagemas são bons para contrariar esta situação. Um recurso muito prático é o do press-release chamativo. E se é verdade que, por vezes, se consegue um textozinho muito aliciante, também é verdade que há casos em que a promoção ganha contornos um tanto ou quanto bizarros.

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Sabedoria toxicómana

Uma das grandes notícias para a comunidade toxicodependente portuguesa tem a ver com os novos kits. Há duas novidades a assinalar: um recipiente de metal para preparar o caldo (em vez de uma carica de Snappy) e duas saquetas de ácido cítrico.

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Ele está de volta!

Eu gosto do Verão. A sério que gosto. E gosto mesmo de um Verão como este que temos tido, mais parco nas suas características fundamentais: menos calor e mais chuva, e uma quantidade ridícula de incêndios (a propósito, qual é a onda dos gregos, afinal? Têm de nos levar a melhor em tudo! Primeiro foi o Europeu de Futebol, e agora são os incêndios! Só não se safam nos indicadores socio-económicos: aí continuamos isolados na tão badalada “cauda da Europa” – lixem-se, gregos dum sacana!).

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Higiene oral

E então, precisei de uma escova de dentes nova. Apartar-me da minha antiga escova foi algo que me custou - não o escondo! Despedir-me do fiel objecto que, durante meses, raspou implacavelmente os restos de comida e as bactérias que consideraram que a minha cavidade bocal era um bom sítio para habitar, e quiçá formar uma bela e numerosa família. Mas enfim, temos de seguir com a nossa vida, e fazer por esquecer. Adiar esta resolução era só prolongar o sofrimento às poucas cerdas que restavam.

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