Desde que o site do Acácio Jeremias foi lançado que tenho sido acusado de plágio por uma mão cheia de leitores que não conhecem a obra (pudera, ainda não saiu!) nem as minhas motivações.
Por isso, para que fique claro, eis um esclarecimento que urge ser feito:
1. O personagem Acácio Jeremias é inspirado e adaptado do personagem Ted Nancy, que escreveu o livro “As Cartas de um Louco”, publicado pela Gradiva. Espero que toda a gente aqui compreenda o significado das palavras inspirado e adaptado. Foi assumido desde o inÃcio. Não percebo qual é a surpresa;
2. Esse livro foi traduzido por mim. Se alguém o conhece, sou eu. Seria um pouco estúpido da minha parte plagiar algo que toda a gente conhece e que está no domÃnio público, não?
3. A Feira do Livro decorre até ao dia 17 de Junho. Ainda vão a tempo de adquirir um dicionário da LÃngua Portuguesa para conseguirem perceber o significado da palavra “plágio”;
4. Não me lixem. Sou apenas um gajo a tentar fazer coisas com graça. Se não me acharem a mÃnima piada, seja porque não vão com a minha cara ou por outra coisa qualquer, têm várias opções: não vejam, comentem que não gostam, ou tentem fazer melhor. O site do Acácio foi lançado ao público há três dias e já teve mais de oito mil visitantes. Recebi muitos mais elogios do que crÃticas. E devo à s pessoas que me elogiaram prosseguir o conceito, ainda que algumas achem que se tratem duma cópia;
5. Realmente curioso é o facto do livro ainda não ter saÃdo e eu estar a ser atacado desta maneira. Parece que estou a ser condenado e julgado por um crime que ainda não foi cometido. Mais do que ser prova de tÃpica mesquinhice portuga, é cobardia. Por trás duma cortina de comentários num blog somos todos uns chico-espertos, uns sabe-tudo e uns visionários que descobriram a pólvora. Procurar informação e raciocionar sem recorrer aos primeiros instintos dá mais trabalho, não é?
6. Não me lembro de alguém ter acusado publicamente o Robin Cooper quando ele lançou o seu “Timewaster Letters” que não passa, sem tirar nem pôr, da versão inglesa igualmente inspirada no livro de Ted Nancy (é claro que ninguém menciona isto porque cá em Portugal o livro não foi editado e os “teóricos de poltrona” não o conhecem);
É nestas alturas que eu me pergunto se será que vale a pena continuar esta treta de tentar escrever humor, num paÃs polvilhado de imbecis que não sabem sequer ler a informação que lhes é dada.
Porém, os 500 visitantes diários que aqui o DQD tem diz-me que sim. Há sempre esperança.